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Discussões sobre assistência, diagnóstico e pesquisa marcam 1º Sediipi

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Publicado: Terça, 13 de Agosto de 2019, 15h38

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 O Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI), filiado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), realizou, nos dias 08 e 09 de agosto, o 1º Seminário de Doenças Inflamatórias Intestinais do Piauí (Sediipi). “É muito importante a capacitação, para quando o paciente procurar a assistência básica o médico possa lembrar que pode ser uma DII, de forma a encaminhá-lo para atendimento especializado onde terá efetivamente um diagnóstico e tratamento adequado”, pontua Rogério Hossne, presidente do Grupo de Estudos das Doenças Inflamatórias Intestinais do Brasil (Geddib) e um dos palestrantes do Sediipi.

O evento, que recebeu apoio da Sociedade de Gastroenterologia do Piauí (SGP) e do Gediib, teve por objetivo divulgar o conhecimento científico e promover atualização a respeito do manejo dessas enfermidades para médicos e demais profissionais de saúde, além de estudantes. “A incidência de DIIs está aumentando de forma que uma audiência multiprofissional, especialmente em ambiente universitário, tem grande importância na assistência e na pesquisa”, diz o gastroenterologista potiguar Marco Antônio Zerôncio, um dos palestrantes do Seminário.

A programação contou com vários palestrantes do Piauí e de outros estados e contemplou diversos temas, como epidemiologia, aspectos clínicos, investigação diagnóstica e condutas terapêuticas, com foco em discussão de casos clínicos e abordagem multidisciplinar e multiprofissional do cuidado dos pacientes com DII. “Este seminário permitiu a troca de experiências, a discussão de casos, a reflexão acerca de condutas e tratamentos. Tudo isso resulta na multiplicação de conhecimentos e, consequentemente, há um significativo ganho na qualidade da assistência prestada aos pacientes”, explica Conceição Coelho, presidente da SGP.

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O HU-UFPI é referência no tratamento de DII, onde cerca de 500 pacientes são acompanhados por uma equipe multiprofissional, incluindo médicos (gastroenterologistas, endoscopistas, cirurgiões gerais e proctologistas), enfermeiros, nutricionistas, assistentes sociais, psicólogos, farmacêuticos, dentre outros. “Saber as características de cada paciente, ver os casos clínicos que foram discutidos nos apontam como melhor manejar nossos pacientes na futura prática clínica como gastroenterologista”, reflete Enio Lima, médico residente em gastroenterologia no HU-UFPI.

Atualmente, são realizadas cerca de 200 consultas por mês para DII, na Unidade de Aparelho Digestivo do HU-UFPI. Além disso, esses pacientes podem receber os medicamentos na Farmácia Ambulatorial do Hospital, onde funciona um posto da Farmácia de Componente Especializado da Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi). “Nossos Programas de Assistência ao Pacientes (PAPs) são estruturados para permitir que pacientes elegíveis possam completar seu tratamento, mesmo que não possam arcar com os custos na sua totalidade” explica Renata Campos, da Takeda Brasil, patrocinadora do 1º Sediipi e que mantem PAP em funcionamento no HU-UFPI.

As DIIs mais conhecidas são a Doença de Crohn (DC) e a Retocolite Ulcerativa (RCU), que afetam diferentes segmentos do trato gastrointestinal.  A DC pode acometer segmentos da boca ao ânus, enquanto que a RCU se restringe ao intestino grosso. Os sintomas mais comuns das DII são diarreia crônica, cólicas abdominais, sangramento retal, febre, perda de apetite, perda de peso e fraqueza. “Esperamos que as discussões geradas tenham contribuído para a melhoria da assistência aos pacientes e motivado os profissionais de saúde para o desenvolvimento de estudos científicos neste campo”, diz o Superintendente do HU-UFPI, gastroenterologista José Miguel Parente, organizador e um dos palestrantes do Seminário.

Sobre a Ebserh

Desde abril de 2013, o HU-UFPI é filiado à Ebserh, estatal vinculada ao Ministério da Educação que atua na gestão de hospitais universitários federais. O objetivo é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do SUS, e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas.

A empresa, criada em dezembro de 2011, administra atualmente 40 hospitais e é responsável pela gestão do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que contempla ações nas 50 unidades existentes no país, incluindo as não filiadas à Ebserh.

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